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quinta-feira, 28 de julho de 2011

EM CÁCERES/MT - Onças matam pescador no Pantanal do Mato Grosso - IMAGENS FORTES

"Foi o pior momento da minha vida. Ver meu filho morto e não poder fazer nada. Se fosse uma onça só, talvez eu conseguisse salvá-lo",

CUIABÁ - Duas onças pintadas atacaram e mataram um pescador na noite de terça-feira, em Cáceres, no Pantanal mato-grossense. A vítima, Luiz Alex da Silva Lara, de 22 anos, pescava com o pai, Alonso Silva Lara, de 54, no Rio Paraguai. O ataque aconteceu por volta das 19 horas, perto da estação ecológica Taiamã.

 
Alonso relatou à Polícia Civil que saiu da barraca de camping para procurar iscas e deixou o filho dormindo. Quando voltou, viu que os dois animais haviam rasgado a barraca e o tirado de dentro. Ele ainda percebeu o momento em que o rapaz era puxado pela cabeça. Armado com apenas um facão, disse que não teve como espantar os animais.
"Foi o pior momento da minha vida. Ver meu filho morto e não poder fazer nada. Se fosse uma onça só, talvez eu conseguisse salvá-lo",  lamentou Alonso.

Os gritos do pai chamaram a atenção de outros pescadores que estavam acampados na região. Juntos, eles conseguiram afugentar os animais, mas Luiz já estava morto. O corpo foi transportado por um barco de turismo até a reserva Taiamã. De lá, foi levado ao IML por um veículo do Ibama. Segundo os peritos, o pescador sofreu traumatismo cranioencefálico e fratura do crânio com perda óssea. As onças comeram as bochechas e parte da nuca do rapaz, que também teve pernas e braços bastante arranhados.
Especialista em onça, o gerente do zoológico da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Luiz Carlos de Sá Neves, acredita que o ataque é reflexo do aumento da população do animal no Pantanal. "Com a proibição da caça, o número de onças cresceu muito nos últimos anos. Antigamente ver só as pegadas no chão já era um grande acontecimento. Hoje, os pescadores estão com medo de irem sozinhos para a beira do rio",  disse Neves.
O fato de atacarem juntas pode significar que as onças-pintadas estejam em período reprodutivo, já que normalmente são animais solitários.
"O macho pode ter avançado no rapaz por instinto de proteção à fêmea",  explicou Neves. Ele não descartou, porém, a hipótese de um ataque apenas para saciar a fome.




 
Anselmo Carvalho Pinto - O Globo
Fotos: Internauta Anônimo

 

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